Archive | Julho 2013

O que é a doença de Alzheimer e como se manifesta?

O que é a doença de Alzheimer e como se manifesta?

A Doença de Alzheimer, também conhecida como demência senil tipo Alzheimer, é a mais comum patologia que cursa com demência. E o que vem a ser demência? Popularmente, conhecida como esclerose ou caduquice, a demência apresenta como características principais:

  1. problemas de memória
  2. perdas de habilidades motoras (vestir-se, cozinhar, dirigir carro, lidar com dinheiro…)
  3. problemas de comportamento
  4. confusão mental.

Quando falamos que as demências estão constituindo um sério problema de saúde pública em todo o mundo, temos que mostrar em números o que isto representa. Hoje temos, no mundo, 18 milhões de idosos com demência, sendo 61% deles em países do terceiro mundo. Daqui a 25 anos terão 34 milhões de idosos nesta situação e a grande maioria (71%), nos países mais pobres! No Brasil, temos atualmente 1,2 milhões de idosos, aproximadamente, com algum grau de demência.

Existem várias teorias que procuram explicar a causa da doença de Alzheimer, mas nenhuma delas está provada. Destacamos:

  1. Idade: quanto mais avançada a idade, maior a porcentagem de idosos com demência. Aos 65 anos, a cifra é de 2-3% dos idosos, chegando à 40%, quando se chega acima de 85-90 anos!
  2. Idade materna: filhos que nasceram de mães com mais de 40 anos, podem ter mais tendência à problemas demenciais na terceira idade.
  3. Herança genética: já se aceita, mais concretamente, que seja uma doença geneticamente determinada, não necessariamente hereditária (transmissão entre familiares).
  4. Traumatismo craniano: nota-se que idosos que sofreram traumatismos cranianos mais sérios, podem futuramente desenvolver demência. Não está provado.
  5. Escolaridade: talvez, uma das razões do grande crescimento das demências, nos países mais pobres. O nível de escolaridade pode influir na tendência a ter Alzheimer.
  6. Teoria tóxica: principalmente pela contaminação pelo alumínio. Nada provado.

Quais sãos os sintomas? No começo são os pequenos esquecimentos, normalmente aceito pelos familiares como parte normal do envelhecimento, mas que vão agravando-se gradualmente. Os idosos tornam-se confusos, e por vezes, ficam agressivos, passam a apresentar distúrbios de comportamento e terminam por não reconhecer os próprios familiares.

À medida que a doença evolui, tornam-se cada vez mais dependentes dos familiares e cuidadores, quando precisam de ajuda para se locomover, têm dificuldades para se comunicarem, e passam a necessitar de supervisão integral para suas atividades comuns de vida diária (AVD), até mesmo as mais elementares, tais como alimentação, higiene, vestir-se…

Reconhecemos três fases na evolução da doença de Alzheimer, onde os idosos manifestam determinadas características comuns:

Fase inicial:

  • Distração
  • Dificuldade de lembra nomes e palavras
  • Esquecimentos crescente
  • Dificuldade para aprender novas informações
  • Desorientação em ambientes familiares
  • Lapsos pquenos, man não característicos de julgamento e comportamento
  • Redução das atividades sociais dentro e fora de casa

Fase intermediária

  • Perda marcante da memória da atividade cognitiva
  • Deteriorização das habilidades verais, diminuição do conteúdo e da variação da fala
  • Apresenta mais alterações de comportamento: frustração, impaciência, inquietação, agressão verbal e física
  • ALucinações e delírios
  • Incapacidade para convívio social autônomo
  • Perde-se com facilidade, tendência a fugir ou perambular pela casa
  • Inicia perda do controle da bexiga

Fase avançada

  • A fala torna-se monossilábica e, mais tarde, desaparece
  • Continua delirando
  • Transtornos emocionais e de comportamento
  • Perda do controle da bexiga e do intestino
  • Piora da marcha, tendendo a ficar mais assentado ou no leito
  • Enriquecimento das articulações
  • Dificuldade para engolir alimentos, evoluindo para uso de sonda enteral ou gastrostomia (sonda do estômago)
  • Morte.

Como é feito o diagnóstico?

Não há um teste específico que estabeleça de modos inquestionável a doença de Alzheimer. O diagnóstico de certeza só e feito através de exame patológico (biópsia do tecido cerebral), conduta não realizada quando o idoso está vivo.

Desse modo, o diagnóstico de provável Demência tipo Alzheimer é feito excluindo outras patologias que podem evoluir também com quadros demenciais, tais como:

  • Doenças de tireóide
  • Acidentes vasculares cerebrais
  • Hipovitaminoses
  • Hidrocefalia
  • Efeitos colaterais de medicamentos
  • Depressão
  • Desidratação
  • Tumores cerebrais, entre outros.

Temos atualmente um teste denominado avaliação neuro-psicológica, que pode mapear os vários aspectos da mente humana, em busca de possíveis pistas de alterações cognitivas (memória), de comportamento e de dificuldades em atuação nos vários aspectos do dia-a-dia (cuidar de finanças, gerenciar a vida e a sua casa, relacionar com parentes e amigos, depressão…). Um dos testes mais comuns é chamado de mini-exame do estado mental, que é relativamente fácil de ser executado e não cansa o idoso.

MINI-EXAME DO ESTADO MENTAL p
o
n
t
o
s
1. Orientação temporal (0-5): ANO – ESTAÇÃO – MÊS – DIA – DIA DA SEMANA
2. Orientação espacial (0-5): ESTADO – RUA – CIDADE – LOCAL – ANDAR
3. Registro (0-3): nomear: PENTE – RUA – CANETA
4. Cálculo- tirar 7 (0-5): 100-93-86-79-65
5. Evocação (0-3): três palavras anteriores: PENTE – RUA – CANETA
6. Linguagem 1 (0-2): nomear um RELÓGIO e uma CANETA
7. Linguagem 2 (0-1): repetir: NEM AQUI, NEM ALI, NEM LÁ
8. Linguagem 3 (0-3): siga o comando: Pegue o papel com a mão direita, dobre-o ao meio, coloque-o em cima da mesa.
9. Linguagem 4 (0-1): ler e obedecer: FECHE OS OLHOS
10. Linguagem 5 (0-1): escreva uma frase completa
…………………………………………………………………………………………………….
11. Linguagem 6 (0-1): copiar o desenho.
TOTAL

Como é feito o tratamento?

É dividido em duas frentes de tratamento:

  1. Tratamento dos distúrbios de comportamento: para controlar a confusão, a agressividade e a depressão, muito comuns nos idosos com demência. Algumas vezes, só com remédio do tipo calmante e neurolépticos (haldol, neozine, neuleptil, risperidona, melleril,entre outros) pode ser difícil controlar. Assim, temos outros recursos não medicamentosos, para haver um melhor controle da situação. Um dos melhores recursos são as dicas descritas neste manual (Manual do Cuidador – Convivendo com Alzheimer), onde mostramos como agir perante aos mais diferentes tipos de comportamento que o idoso ter, no período da agitação.
  2. Tratamento específico: dirigido para tentar melhorar o déficit de memória, corrigindo o desequilíbrio químico do cérebro. Drogas como a rivastigmina (Exelon ou Prometax), donepezil (Eranz), galantamina (Reminyl), entre outras, podem funcionar melhor no início da doença, até a fase intermediária. Porém seu efeito pode ser temporário, pois a doença de Alzheimer continua, infelizmente, progredindo. Estas drogas possuem efeitos colaterais (principalmente gástrico) que podem inviabilizar o seu uso. Também, somente uma parcela dos idosos melhoram efetivamente com o usos destas drogas chamadas anticolinesterásicos, ou seja, não resolve em todos os idosos demenciados. Outra droga, recentemente lançada, é a memantina (Ebix ou Alois), que atua diferente dos anticolinesterásico. A memantina é um antagonista não competitivo dos receptores NMDA do glutamato. É mais usado na fase intermediária para avançada, melhorando, em alguns casos, a dependência do portador para tarefas do dia-a-dia.

Finalizando…

A doença de Alzheimer é a causa mais comum de demência, respondendo por mais de 60% delas. Não se sabe ainda a causa ou as causas, não se tem ainda um exame de laboratório ou de imagem que possa dar o diagnóstico, ou mesmo que faça uma previsão mais acertada que a pessoa possa ter no futuro uma maior tendência para evoluir para uma demência. Não temos ainda um tratamento curativo ou que reduza a progressão desta doença, muito menos vacinas ou qualquer outro tipo de terapêutica que previna. O que temos são medicamentos que podem melhorar um pouco a memória e o comportamento, o que já é um alento e uma esperança de tratamento.

– See more at: http://www.cuidardeidosos.com.br/a-doenca-de-alzheimer/#sthash.J1KZZVfz.dpuf

dicas para mudanças

Como empacotar tudo para mudanças

Este post faz parte do Especial – Mudanças, onde darei dicas para quem quiser se mudar baseadas em minha experiência pessoal, pois nos mudaremos muito em breve.

Na última atualização sobre o andamento da nossa mudança, eu falei um pouquinho sobre como estamos identificando as caixas (tem também um post só sobre o material para mudanças), mas o post de hoje é sobre o processo de empacotar – como fazer com objetos delicados, roupa de cama, sapatos e todos os outros itens da sua casa.

Alguns precisam de certas particularidades no processo e é sobre elas que vou falar nas dicas abaixo:

  • Os primeiros itens que devem ser embalados são os pequenos itens de cada cômodo – especialmente objetos decorativos, que não são de essencial utilidade -, principalmente nos quartos, sala e escritório. Os objetos na cozinha e no banheiro podem ainda ser utilizados antes da mudança e devem ser deixados por último;
  • Regra geral: embale primeiro o que você não usa no dia-a-dia e deixe por último os itens do cotidiano;
  • Prefira sempre caixas pequenas e médias às caixas grandes, pois são mais fáceis de carregar;
  • Reforce a parte de baixo das caixas de papelão com a fita adesiva;
  • Roupas podem ser armazenadas em malas de viagem, em vez de caixas;
  • Não utilize muitos sacos para embalar pertences, em vez de caixas, pois eles são menos resistentes;
  • Tente não encaixotar líquidos (frascos de shampoo, por exemplo), pois eles correm o risco de vazar com facilidade. Programe-se para utilizar o que já tem até a data da mudança e compre novos quando chegar ao endereço novo;
  • O que deve ser encaixotado e embalado somente no último dia antes da mudança: chuveiro, gás de cozinha, cosméticos, um par de toalhas, mudas de roupas e sapatos, alguns pratos, copos e talheres utilizados no dia e panos de limpeza em uso;
  • Caixas de papelão pequenas podem armazenar fotos e itens menores, mais frágeis. Embale cada um com a proteção que achar necessária (jornal, plástico-bolha etc);
  • Coloque bolsas menores dentro de bolsas maiores para facilitar o transporte;
  • Enrole tapetes e carpetes e amarre-os com uma cordinha;
  • Pratos e outros itens frágeis de cozinha devem ser embalados com plástico-bolha. Não economize nesse quesito;
  • Não utilize jornal diretamente sobre os objetos, pois eles podem ficar manchados. Utilize plástico-bolha e, em seguida, o jornal;
  • Utilize pequenos saquinhos plásticos para embalar parafusos e outros itens pequenos. Cole com fita adesiva junto a alguma parte do móvel que pertencem;
  • Cubra quadros com papelão e amarre com uma cordinha. Depois, embale com plástico-bolha;
  • Se precisar transportar móveis com gavetas, utilize o compartimento como própria embalagem para transporte. Coloque a gaveta dentro de um saco plástico e amarre bem com fita adesiva. Dessa forma, ao chegar na casa nova, bastará tirar de dentro do plástico e encaixar no móvel correspondente, já com o conteúdo dentro;
  • Aproveite a roupa de cama fofa (cobertores, edredons) para embalar objetos delicados do quarto, como um abajour;
  • Encaixote livros utilizando caixas pequenas para facilitar na hora do carregamento (as caixas não ficam tão pesadas);
  • Caixas grandes devem guardar coisas leves, como travesseiros, roupas de cama e outros itens maiores que não pesem tanto;
  • Algumas caixas podem ficar com espaços vazios. Se os objetos guardados ali podem se quebrar com o balanço do trajeto, é melhor preencher os espaços com jornais amassados, de modo que o objeto fique mais firme;
  • Para encaixotar quadros com frente de vidro, embale cada um com plástico-bolha e amarre com uma cordinha ou fita adesiva, para proteger;
  • Sempre que encaixotar itens frágeis, escreva claramente na caixa em questão “cuidado! vidros” ou “frágil”;
  • Utilize toalhas e panos velhos para embalar artigos mais frágeis;
  • Nunca encha demais uma caixa. O ideal é que ela fique “retinha” em cima – nem afundada, nem elevada;
  • Animais de estimação devem ser transportados em caixas específicas para tal. Informe-se em petshops;
  • Lembre-se de indicar “este lado para cima” em caixas com objetos mais frágeis;
  • Jóias e objetos mais valiosos devem ser transportados com você;
  • Monte algumas caixas para “a primeira noite” com artigos de primeira necessidade: pratos, talheres, copos, guardanapos, panos multiuso, toalhas, roupa de cama, mudas de roupas para os membros da família, chinelos, escovas e pastas de dentes, papel-toalha, sabonete, detergente, esponja, brinquedos para as crianças, sacos de lixo e o que mais você achar necessário. Essas caixas deverão ser abertas primeiro ao chegar na nova casa, portanto, embale-as por último.

mais em http://vidaorganizada.com/casa/mudanca/como-empacotar-tudo-para-mudancas/